O Proto-Evangelho de Tiago
O Proto-Evangelho de Tiago é o mais antigo texto apócrifo sobre a infância de Maria e o casamento com José, datado de meados do século II. Embora não seja canônico, exerceu enorme influência na piedade popular e na arte cristã ao longo dos séculos.
Segundo este texto, Maria foi consagrada ao Templo desde criança. Quando atingiu a idade núbil, os sacerdotes precisavam encontrar-lhe um esposo que a guardasse com respeito à sua virgindade. Convocaram os viúvos de Israel, pedindo que cada um trouxesse um cajado.
José, já idoso segundo esta tradição, relutou em participar. Mas quando os cajados foram colocados no altar, o de José floresceu e uma pomba pousou sobre ele — sinais divinos de que fora escolhido. É desta narrativa que nasce a iconografia de São José com o cajado florido.
O Proto-Evangelho retrata José como um homem maduro, viúvo, com filhos de um casamento anterior. Esta tradição, embora não aceita pela teologia ocidental (que defende a virgindade perpétua de José), foi influente nas Igrejas Orientais.
Apesar de seu caráter não canônico, o texto preserva uma intuição teológica importante: a escolha de José não foi aleatória, mas providencial. Deus o elegeu pessoalmente para guardar o maior tesouro da criação.
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Fontes
Ordenadas por autoridade doutrinal
Proto-Evangelho de Tiago
E. Hennecke (trad.) · Referência histórica
The Birth of the Messiah
Raymond E. Brown · Teólogos aprovados

