Pai de Jesus Cristo
Ficha do Documento
Tipo
Título Oficial
Data
—
Autor
Magistério da Igreja
Título original
Lucas 2,48 — Tradição apostólica
Tese central
Pai virginal, não meramente adotivo. Por vontade divina, José exerceu plenamente a paternidade sobre o Filho de Deus em todas as suas funções.
Chamar José de 'pai adotivo' de Jesus, embora comum, é teologicamente impreciso. Sua paternidade é única: não biológica, mas também não uma simples adoção humana. É uma paternidade virginal, querida diretamente por Deus.
O anjo ordenou a José que desse nome a Jesus (Mt 1,21) — ato que, no direito judaico, constituía o reconhecimento formal da paternidade. Ao obedecer, José assumiu legalmente a paternidade e conferiu a Jesus a linhagem davídica necessária ao cumprimento das profecias messiânicas.
Maria reconheceu José como pai: 'Teu pai e eu te procurávamos angustiados' (Lc 2,48). Os habitantes de Nazaré conheciam Jesus como 'filho de José' (Lc 4,22; Jo 1,45). Esta paternidade era pública, reconhecida e real.
Papa São João Paulo II ensina: 'José é chamado pai de Jesus não apenas em razão do matrimônio com Maria, mas também pela responsabilidade paterna assumida na vida de Jesus' (Redemptoris Custos, 8). A paternidade se define pela missão, não apenas pela biologia.
José exerceu todas as funções paternas: deu nome a Jesus, proveu sustento, garantiu proteção, transmitiu o ofício de tekton, ensinou a Lei e as tradições de Israel, conduziu a família nas peregrinações a Jerusalém. Foi pai em todo o sentido da palavra.
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Fontes
Ordenadas por autoridade doutrinal
Evangelho segundo São Mateus; Evangelho segundo São Lucas; Evangelho segundo São João
- Redemptoris Custos
Papa São João Paulo II · Magistério
- Patris Corde
Papa Francisco · Magistério
Suma Teológica III, q. 28
São Tomás de Aquino · Magistério

