Redemptoris Custos
Ficha do Documento
Tipo
Exortação Apostólica
Data
1989
Autor
Papa João Paulo II
Título original
Redemptoris Custos
Tese central
Exortação apostólica sobre a figura e a missão de São José na vida de Cristo e da Igreja, publicada em 15 de agosto de 1989.
Pontos centrais
- José na economia da salvação
- O guardião do mistério de Deus
- O justo e o esposo
- O trabalho como expressão do amor
- A paternidade virginal de José
- A peregrinação da fé de José
- O patrocínio de São José sobre a Igreja
Contexto
Papa João Paulo II publicou a Redemptoris Custos em 15 de agosto de 1989, solenidade da Assunção de Nossa Senhora, por ocasião do centenário da encíclica Quamquam Pluries de Leão XIII. É o documento mais completo do Magistério sobre São José e forneceu à josefologia contemporânea um fundamento magisterial definitivo.
José na economia da salvação
O Papa ensina que José foi 'inserido diretamente no mistério da Encarnação' (n. 1). Não foi participante secundário, mas cooperador essencial no plano salvífico de Deus. A missão de José incluiu garantir a linhagem davídica de Jesus, proteger Maria e o Menino, e dar nome ao Salvador — ato que, no direito judaico, constituía o reconhecimento formal da paternidade.
O guardião do mistério de Deus
José é apresentado como guardião — custos — do maior mistério da história: o Filho de Deus feito homem. Esta custódia não foi passiva mas ativa: José protegeu o mistério da perseguição de Herodes, da pobreza, do escândalo público. Sua missão foi custodiar o que Deus havia confiado à sua responsabilidade.
O justo e o esposo
O documento medita longamente sobre o qualificativo 'justo' aplicado a José pelo Evangelho (Mt 1,19). A justiça de José não era legalismo, mas abertura total à vontade de Deus. Era também esposo verdadeiro de Maria: o matrimônio foi real e válido, vivido em castidade perfeita por vontade de ambos (n. 7).
A paternidade virginal de José
João Paulo II distingue a paternidade de José da simples adoção humana. José exerceu uma paternidade virginal, querida diretamente por Deus: 'José é chamado pai de Jesus não apenas em razão do matrimônio com Maria, mas também pela responsabilidade paterna assumida na vida de Jesus' (n. 8). A paternidade se define pela missão, não apenas pela biologia.
A peregrinação da fé de José
O Papa fala de uma 'peregrinação da fé' de José, análoga à de Maria. José creu com fé firme na revelação recebida pelo anjo, mas este conhecimento era adesão de fé — não visão direta. A cena do Templo (Lc 2,50), onde Maria e José 'não compreenderam' as palavras de Jesus, testemunha esta peregrinação progressiva (n. 4).
O trabalho como expressão do amor
José trabalhava como tekton para sustentar a Sagrada Família. O Papa vê neste trabalho uma expressão do amor paterno e esponsal: 'O trabalho humano e especialmente o trabalho manual adquirem no Evangelho um significado especial' (n. 22). José é modelo do trabalhador que santifica o cotidiano pelo amor.
O patrocínio de São José sobre a Igreja
Assim como José protegeu a Sagrada Família, protege agora a família de Deus que é a Igreja. O Papa confirma e aprofunda o título de Patrono da Igreja Universal proclamado por Pio IX em 1870: 'A Igreja recorre ao patrocínio de São José nos momentos difíceis da sua história' (n. 29).
Tags deste artigo
Fontes
Ordenadas por autoridade doutrinal
- Redemptoris Custos
Papa João Paulo II · Magistério

